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Os valores estão bem e recomendam-se.

A crise dos valores é uma invenção

Um dos lugares comuns de hoje em dia é a crise dos valores. Ouve-se dizer que hoje em dia as pessoas são dominadas pela ganância, pelo interesse próprio, e já não há pessoas com valores como antigamente.

Obviamente, essas pessoas com valores como antigamente perdem-se na bruma dos tempos. Basta olhar para a geração que se queixa mais vocalmente da falta de valores. O estado em que estão a deixar o mundo para os seus filhos fala por si só. Claramente, esses queixosos estão a falar da geração anterior enquanto gente com valores.

E, olhando para a geração anterior, a vida deles também não era fácil. Havia um maior sentimento de comunidade, e mais inter-dependência. Mas viviam uma vida extremamente dura, havia fome generalizada e o álcool, segundo um dos meus amigos da aldeia, era a forma de manter o ânimo. Por isso, os valores dessa geração também não haviam de estar bem afinados.

Não estou a criticar só por criticar. Esta chamada de atenção serve apenas para mostrar que a suposta crise não é uma coisa nova, que esteja lá fora, nos outros. Não é um problema das gerações atuais, mas sim algo que tem sido carregado ao longo do tempo.

Os valores continuam a orientar a nossa vida

Para perceber melhor o que se está a passar, temos que definir o que são os valores. Vamos considerá-los como sendo as linhas orientadoras da vida. Eles definem o que é certo e errado, desejável e a evitar, e o que é que tem importância.

Se a paz for um dos meus valores, então a guerra está errada, a paz é desejável e sou capaz de me calar num conflito, para não perturbar essa paz.

Ao adoptar um conjunto de valores, espero que eles me levem até um certo tipo de vida e imagino como seria a sociedade se todos seguissem esses valores. Alguém que acredita na paz, acredita que se todos a tivessem enquanto valor, então o mundo seria bem mais pacífico.

É também importante ver que os valores são coisas vivas, que nascem do nosso contexto e são resultado daquilo que é valorizado nesse contexto. Mesmo que haja um conjunto de valores que sai da boca para fora (podemos chamar a estes valores explícitos), se na prática os usados forem diferentes, os que são adoptados são os que se aplicam na prática (podemos chamar-lhes valores implícitos).

Eles são aprendidos desde a infância

Esta aprendizagem sobre os valores é feita desde pequeninos: a criança na escola aprende a partilhar e a aceitar os amiguinhos de cor diferente. Mas também aprende que o que importa é tirar a melhor nota e que para isso até pode copiar se não for apanhada. Esta segunda aprendizagem não é porque alguém lhe diz que é assim. É só porque esse é o comportamento recompensado pelo sistema em que está.

Antigamente, talvez tivesse mais peso a retidão e o cumprir com a palavra dada. Mas para esse tipo de valores são necessárias relações de proximidade, conhecer a pessoa ao longo de anos. É necessário valorizar essa forma de fazer as coisas. Na nossa sociedade, de relações de curta duração e profundidade (desde o professor que só fica um ano, aos políticos que só ficam quatro), onde o interesse está todo nos fins e quase nada pelos meios, é natural que esses valores se percam.

Cada conjunto de valores leva a um tipo de vida

Portanto, os valores estão a funcionar tão bem quanto sempre o fizeram. Há um conjunto de valores partilhado pela sociedade — explicitamente o da liberdade, tolerância, independência, implicitamente a competição, o crescimento à custa do outro e mais alguns menos bonitos — que levam a um certo estilo de vida.

O que se passa é que esse estilo de vida não é bom para ninguém. Há uma crise imensa de saúde mental. Há uma crise imensa social. Há uma crise imensa a nível ambiental. Portanto, os valores que estamos a usar, aquilo que consideramos importante, claramente, não está alinhado com a realidade.

A ferramenta Valores está a funcionar, mas não está a ser aplicada da forma certa.

O que fazer então?

Como encontrar e escolher os valores que nos levem para uma vida melhor?

A resposta típica é que basta pensar no assunto, como os filósofos gregos ou os cientistas modernos. Outra resposta típica é que basta receber uma revelação divina, como no Cristianismo ou qualquer outra religião. Depois de encontrados assim os melhores valores, basta dizer a toda a gente que esses são os valores bons e problema resolvido.

Esta abordagem tem bem mais do que 2 milénios de provas dadas em como NÃO FUNCIONA! As cidades gregas? Cresceram graças ao trabalho escravo e estavam recorrentemente em guerra. O cristianismo? Desde as cruzadas aos escândalos do momento, o sistema de valores deles também está a dar buraco.

E podemos pôr a informação que quisermos a sustentar um conjunto de valores. Toda a gente sabe que o aquecimento global tem causas humanas e que a continuar assim vamos todos falecer. Toda a gente sabe que temos de ser sustentáveis, e consumidores conscientes. Mas ainda comemos manga que veio a voar de avião do outro lado do atlântico e secamos o Alentejo para podermos exportar mirtilos.

Então, esta ideia de que vamos dizer às pessoas quais são os valores certos, e elas magicamente os vão adoptar é falsa. E podemos usar sonhos de paz no mundo, ou ameaças da extinção humana e do inferno, mas por muito que preguemos, não funciona.

Temos que nos aliar à nossa forma natural de aprender

E sabes porque é que essas ameaças e sonhos não funcionam ? Tem a ver com a forma como aprendemos.

Normalmente, quando vemos alguém a fazer alguma coisa, somos capazes de fazer igual, ou parecido. É por isso que aprendemos melhor quando nos mostram como fazer algo do que quando nos explicam. E que aprendemos mais com o que vemos, do que com o que ouvimos.

Qualquer educador de crianças sabe isso. Sabe que ensina principalmente exemplo e não pelas palavras. E isto aplica-se em todas as idades. O que interessa é o que as coisas são, e isso passa-se pelo exemplo, e não pela descrição das coisas.

Outro exemplo? Ouvimos todos que temos que ser mais sustentáveis. E sabemos que a moda descartável tem imensos problemas: desde a desertificação provocada pela produção de fibras, passando pela poluição no tingimento, ao trabalho escravo nas fábricas. Mas se eu escolher continuar a usar uma camisola com buracos ou remendada, então passo a ser mal visto. Logo o que interessa não é o que se diz (a sustentabilidade), mas sim o que se valoriza na realidade (andar bem vestido).

Isto já era conhecido dos antigos. Como mostram no ditado, “Faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. A tendência é para seguir os comportamentos e não os idealismos.

Mas assim sendo, como fazer para adoptar o conjunto de valores certo?

Para isto, há duas vias: experiência direta, ou imersão num contexto certo.

A via da experiência direta é a que dá mais trabalho, e tem os resultados mais incertos. Ela é feita com base na consciência. São 4 passos simples:

  1. Percebemos quais os valores que estão a guiar a nossa vida. Aqui temos o cuidado de olhar para as nossas ações e não para as palavras que nos saem da boca. Como vimos antes, é fácil dizer uma coisa e fazer outra. E quando isso acontece, acabamos por nos confundir a nós mesmos sobre quais os nossos valores.
  2. Vemos para onde esses valores nos estão a levar, tanto a nível interno como externo. Em última análise, a nossa qualidade de vida prende-se mais com a nossa vivência do que com as nossas conquistas.
  3. Alterar os necessários. Se virmos que não estamos satisfeitos com a nossa vida, então podemos mudar. E para este passo, os tais valores clássicos ou religiosos são uma boa inspiração.
  4. Voltar ao passo 2, para perceber se os valores adoptados estão, ou não, a dar o resultado certo.

Esta é uma das vias. E até funciona. No entanto, pede bastante esforço, e é comum que a malta sem situações de aperto regrida para os valores que aprendeu e internalizou, largando os que adoptou de forma consciente.

A segunda forma é por imersão no contexto certo.

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Esta é a forma mais fácil, aquela onde naturalmente aprendemos e internalizamos. Aquela em que o processo realmente vai fundo, bem para além dos sítios onde as palavras chegam.

E há três sítios onde encontramos estes contextos:

  • Pessoas exemplares
  • Culturas saudáveis
  • O meio natural

O primeiro é o mais comum. Há gente que conhecemos, que tem um sistema de valores que nos inspira. Podemos aprender com eles, deixar que o seu exemplo nos guie. Nem sempre é fácil, porque é um indivíduo numa maré, mas estas pessoas mostram-nos que é possível. A diferença entre estar com alguém assim, e ler sobre estes valores é que neste caso, o exemplo está vivo, e isso conta muito.

O segundo é difícil. Eu tive apenas uma experiência deste género — a comunidade de Taizé — e mesmo nesta, apesar de ter ido várias vezes, estive tão pouco tempo que podia ter sido apenas o estar em fase de Lua de Mel. Há pequenas comunidades interessantes, com códigos de conduta e formas de estar que realmente nos podem dar um exemplo e ajudar a criar em nós esta forma de estar, com os valores certos.

A terceira é a mais fácil e a que funciona melhor. Independente do nosso juízo sobre o meio natural, a verdade é que a Natureza funciona. O conjunto de regras pela qual se rege leva a uma maior abundância de vida e de recursos para todos, assim como uma vida melhor para a geração seguinte. Aquilo que depois da idade do gelo era rocha nua foi colonizado por líquenes, que abriu o caminho para musgos, e por aí em diante até às florestas e pradarias, onde habita uma diversidade imensa de plantas e animais.

A Natureza tem a resposta

Embora a Natureza dos dias de hoje esteja bastante degradada, as regras que a gerem são exatamente as mesmas que o faziam nos seus períodos de maior exuberância.

No entanto, o exemplo da natureza tem um senão, que é ao mesmo tempo a sua maior força. A natureza não usa palavras. Não doutrina, não ensina. Não tem uma receita, e a única regra parece ser que há exceções a todas as regras. No entanto, no contacto com ela temos uma experiência direta daquilo que funciona.

E aqui há mais um ponto chave: nós fazemos parte da natureza. Quer queiramos quer não, as suas regras são também as nossas. Não são as construções humanas, quer mundanas, quer do espírito que têm os valores que nos podem orientar para uma vida plena, em equilíbrio com o mundo. Esta resposta só pode ser dada pelo contacto direto com o meio natural.

A suposta crise de valores que vivemos não passa do resultado de sermos criados num contexto extremamente artificial. Num contexto onde os valores primários são antagónicos à vida. E a solução passa por voltar à vida. Por voltar à Natureza.

As 2 maiores balelas da espiritualidade moderna

No outro dia, cometi o erro de ir espreitar umas páginas da moda da espiritualidade no Instagram. E confesso que enjoei quase instantaneamente. Lá vive-se num mundo cintilante cheio de “Se sentes é porque está certo”, “Tu crias a tua própria realidade” “Tens que aceitar”. Nesse mundo, todos somos criança mimadas, a quem tudo é devido, o universo é o nosso sugar-daddy e, apesar de termos livre arbítrio, a ideia é ficarmos sempre passivos, na abençoada aceitação.

E depois é ver o que acontece à malta que está no início do caminho, que está verdadeiramente na busca. Vêm de olhos brilhantes, armados com a ingenuidade de quem chega a um mundo novo e com a esperança de uma vida melhor. E dão com uma câmara de eco, em que ouvem toda a gente a dizer a mesma coisa. E bom, se toda a gente diz deve ser verdade, não é? E ficam a acreditar que os lugares comuns e os clichés são a mais profunda das Verdades, quando de Verdade têm quanto muito um embrião e de Profundo quase nada.

Pronto, desabafo feito, vamos lá às coisas úteis. Senhoras e senhores, quero apresentar-vos:

As 2 maiores balelas da espiritualidade moderna:

Nº1 – Aceita, que isso é o teu Karma

De todas as lições que vieram do Oriente, esta é a mais mal compreendida. E a malta, em toda a sua sabedoria, aplica-a no seu formato distorcido a tudo e mais alguma coisa.

  • Tens uma relação que não funciona? É o teu Karma ter esse parceiro.
  • Um acidente de automóvel? Karma.
  • Apanhaste uma virose? Mais Karma.

Dizem que tudo tudo acontece por uma razão, tudo faz parte do processo (o que está certo). Mas o que é que aconselham? Na maior parte dos casos dizem: senta, sê um bom menino e aceita que dói menos (o que está bem menos certo)

O que aconteceu foi que quando o Karma veio para cá, fundiu-se com outro conceito bem mais antigo nos nossos lados: o Deus Castiga. Essa maravilha da teologia popular que diz que Deus está à coca, à espera que te portes mal, para te pôr no teu devido lugar. Que Deus é vingativo e que assim que fraquejares, pumba, já foste. E pronto, como é vontade divina a única resposta possível é sentar, ser bom menino e aceitar que doi menos. Mas o Karma tem pouco a ver com isto.

O que a lei do Karma ensina é que todas as causas levam a consequências. Só isso. É suposto ser uma verdade que liberta, que te coloca como criador da tua própria vida. Não como vítima do teu passado ou das tuas circunstâncias, mas sim como criador das mesmas por cada ação que tomas.

Nós, Ocidentais, mesmo na antiguidade, já conhecíamos a lei do Karma (embora sem esse nome) pela via da Astrologia. Nela, uma das primeiras coisas que aprendes é que:

Os planetas dão-te as cartas, mas cabe-te a ti jogá-las.

Em relação ao Karma é a mesma coisa. Nada é “Karmico” na medida em que tenhas que sentar e ficar a sofrer por isso. O que tu tens é o resultado de uma ação passada. Logo, se não estás satisfeito, podes mudar as causas, que consequências diferentes, sem dúvida, seguirão. Basicamente, o oposto do aceita que dói menos.

Normalmente, a malta usa o “Isso é Karma” para justificar um acontecimento doloroso em que a pessoa não quer (ou não pode) fazer nada em relação a ele. E nesse caso, acreditar que foram forças mais fortes que se moveram e nos fizeram passar por aquilo é muito reconfortante. Por vezes, quando o que aconteceu foi tão traumático, ou tão impossível de compreender esta é a resposta adequada.

No entanto, em situações menores é também uma forma quase certa de não aprender nada com o que se passou e transformar uma experiência que podia ser rica, apesar de dolorosa, numa mão cheia de ar e queixumes.

A malta diz “Foi Karma” e deixa que o assunto fique encerrado. A atitude certa é o oposto. Se foi Karma, então qual foi a causa? O que é que eu fiz? Como é que esta situação me espelha? Porque é que este padrão cá está? E, mais do que tudo isso, Como posso fazer diferente, para não acontecer o mesmo da próxima vez?

Ah, e sobre a aceitação. Depois das causas serem colocadas em movimento realmente o melhor é aceitar as consequências. Isso está certo. Já diziam os antigos: Não vale a pena chorar sobre leite derramado.

Agora, não se pode é continuar a pôr a bilha do leite na borda da mesa. Aceitar não é o mesmo que ignorar a responsabilidade. Aceitar não significar ficar passivo.

O que o aceitar faz é permitir ter uma visão límpida sobre os acontecimentos. Quando aceito, já não ando à procura de culpados, ou a bradar aos céus que o que me fizeram foi uma injustiça. Quando aceito, torna-se possível ver as coisas como elas são e perceber quais as causas sobre as quais devo agir para que as coisas se tornem diferentes.

Nº2 – Basta sentir

Esta é a minha preferida. É um clichê tão frágil que basta olhar para ele a direito, que se desfaz em nada.

Amigos, se bastasse sentir não tinhas um cérebro. Nem um corpo. Eras só um pacotinho de emoções a flutuar por aí.

E se o teu sentir fosse sempre verdadeiro, então a publicidade, a propaganda e as mil técnicas de persuasão que elas usam não serviam para nada. E se fosse verdadeiro, esse sentir era sempre congruente e nunca estava em conflito interno.

Mas a verdade é que o teu sentir é fruto da tua experiência. Tanto dos teus traumas como dos momentos de prazer. Ele pode mudar e é constantemente influenciado por aquilo que vives e pela informação que tens.

É fácil perceber o porquê do “basta sentir” estar na moda. Estamos num paradigma cientifico-materialista, onde a mente é deusa e senhora do mundo, onde ser racional é a mais alta das virtudes. Para a maior parte de nós, as nossas emoções foram chutadas para canto, fomos obrigados a conformar-nos com um mundo onde não há espaço para elas. E o “basta sentir” é a reação reflexa, oposta a isso.

Mas, o contrário de uma má ideia é outra má ideia. E o basta Sentir é tão errado como o basta Pensar.

Enquanto ser humano és completo quando escutas cada uma das tuas partes. Não vais ser melhor porque amputas uma parte de ti. Tens que estar presente com o espírito, a mente, as emoções e o corpo. E saber qual o lugar certo para cada um deles, em cada momento.

Isso faz-se com presença, com consciência e com reflexão. Faz-se aplicando a lei do Karma, procurando as causas internas das consequências que vivemos. E dá trabalho. Não há soluções rápidas e milagrosas. Até porque, se é verdade que a maior parte de nós podia sentir bastante mais, também é verdade que podíamos pensar bastante mais, e bastante melhor.

E pronto, hoje ficamos por aqui (já corri o risco de mexer com sensibilidades suficientes😅). Se houver mais algum clichê que sintas (ou penses, que eu não descrimino) que gostavas de ver explorado, comenta para aí, que estou numa de escrever mais uma destas.

Se quiseres saber mais sobre a espiritualidade, no meu site há uma série de posts, o B+A = BA da Espiritualidade, onde partilho a minha visão sobre as bases deste caminho.

Boa busca!

Reiki

Cura Energética

O Reiki pode ajudar-te a encontrar uma maior paz interior, e a lidar melhor com os desafios da vida.

Ele vai ajudar o teu corpo a regressar ao seu estado natural de equilíbrio e saúde.

Marca uma sessão, e descobre a diferença que ele pode fazer por ti.

Saber mais

O que é o Reiki

O Reiki é uma técnica de Cura, nascida no Japão em 1920 pela mão de Mikao Usui.

É uma técnica energética, que vai ajudar a iniciar e acelerar os processos de cura naturais do corpo.

A técnica é feita colocando as mãos em vários locais do corpo do cliente e canalizando a energia curadora. É também possível fazer tratamentos à distância.

Ao contrário de uma massagem não há mobilização e o cliente mantém-se vestido.

Para que situações é indicado?

Na nossa prática temos visto bons resultados com situações de:

  • Ansiedade
  • Contraturas musculares
  • Depressão
  • Distúrbios de sono
  • Doenças Auto-imunes do foro reumático
  • Dor crónica
  • Dores de cabeça
  • Recuperação muscular
  • Recuperação pós traumática
  • Stress
  • Tendinites
relaxed woman getting alternative massage

Nalguns casos a terapia leva à cura, noutros apenas a uma amenizarão dos sintomas. A sua forma de atuar, estimulando os processos de cura naturais do corpo fazem do Reiki um tipo de terapia extremamente flexível, que pode ser aplicada em casos para além destes.

Além da sua função terapêutica, o Reiki também pode ser utilizado como técnica de promoção de bem estar.

Em que casos não é indicado

Situações traumáticas agudas – Se tens um osso partido, estás com uma hemorragia, ou com qualquer outra situação que exige uma resposta drástica e imediata, então queres ir ao hospital, e não a um Reikiano. A prática de Reiki pode vir depois para ajudar na velocidade recuperação e na gestão de dor.

Desequilíbrios psiquiátricos – Trabalho energético e medicação psiquiátrica nem sempre são bons companheiros. Embora possam haver casos em que o Reiki realmente ajuda, o oposto também é uma possibilidade. Para situações deste género, além do acompanhamento médico adequado, técnicas como limpeza energética, preces ao divino e, no campo da psicologia, Somatic Experience e Inner Family Systems podem ser mais úteis

Dor de dentes – Talvez haja terapeutas com melhores resultados neste campo do que eu, mas é um tipo de aflição onde não sinto que o Reiki tenha efeitos.

Que efeitos esperar de uma sessão?

white blossom in bloom

Por norma, após uma sessão os clientes reportam:

  • Melhoria dos sintomas que a trouxeram à sessão
  • Um estado interior de paz e relaxamento
  • Uma redução dos níveis de dor quando presentes
  • Melhor qualidade de sono

Na maior parte dos casos, estes estados prologam-se por algum tempo, sendo que a duração destas melhorias vai aumentando com o número de sessões.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões necessárias varia caso a caso. Há situações em apenas uma sessão é suficiente para atingir os resultados desejados, e noutro em que se opta por um acompanhamento a mais longo prazo.

Por norma há uma redução dos sintomas marcada logo após a primeira sessão, e as sessões seguintes servem para dar seguimento a esse trabalho.

É possível fazer Reiki à distância

Sim. sendo uma terapia energética é possível fazer Reiki à distância. Nesta modalidade, há uma consulta online para perceber quais os objetivos da sessão, faz-se a sessão terapêutica e no final é partilhada a informação recebida durante a sessão.

Onde é que atendemos?

Presencialmente, atendemos na zona de Leiria, havendo um gabinete de atendimento na Azoia e outro na Gândara. Temos também a modalidade de atendimento online e domiciliária.

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Contacta-nos através do 968 629 503, ou clica no botão abaixo

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Envia um e-mail para o geral@josegabriel.pt, ou preenche o formulário abaixo

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O segredo sujo da vida eterna

A nossa cultura, como todas as culturas, dedicou-se à busca pela vida eterna. E, como todas as culturas, falhámos. Mas não nos demos por vencidos.Como a morte não se vergou nem à higiene, nem à medicina, dedicámos enormes esforços a combater a própria ideia da morte. Ela foi empurrada para longe, com cosméticas, e medicamentos, e em último recurso lares onde se morre lentamente. Foi empurrada para sítios onde não nos incomode, onde não nos recorde da sua dolorosa existência. E isso foi um erro colossal.

A necessidade de limites.

Antes de falar da morte, temos que falar de limites.

Imagina que te dão uma folha branca, uma caneta e dizem-te: “desenha o que te apetecer” vai ser difícil não é? Vais demorar uns momentos a pensar, a deixar que a inspiração venha até ti. Mas se te disserem “desenha uma casa” é mais fácil, mas rápido. E se te disserem “desenha uma casa com uma porta, duas janelas e uma chaminé” mais simples ainda se tornam as coisas. Neste caso, os limites facilitam-nos a vida.

Olhando para limites de uma outra forma, podemos imaginar um pintainho dentro de um ovo. A casca do ovo é um limite que o separa do mundo lá fora. Que o mantém contido, mas também em segurança. Se abrirmos o ovo antes de tempo, o pintainho morre. Mas, se ele não conseguir quebrar a casca na altura devida, também é a morte que o espera. Aqui o limite é algo mais sério. Não só responsável pela sobrevivência, mas também pela morte se não for ultrapassado.

Os limites dão-nos estabilidade, segurança. Tornam a vida suficientemente simples para conseguirmos lidar com ela. No entanto, maior parte deles, cumprida a sua função deixam de dar estrutura e passam a sufocar-nos. Esses devem ser ultrapassados. Mas isto tem que acontecer no momento próprio, quando temos a maturidade e força necessária para lidar com um mundo em que eles estão ausentes. Se forem retirados demasiado cedo, criam apenas desorientação, confusão.

Olhando para a nossa vida, há dois limites inescapáveis: o primeiro é o nascimento. É tão importante que o celebramos todos os anos: convidamos os amigos, temos um bolo e velas, fazemos um festa. Recordamo-nos que passou mais um ano desde esse momento especial em que viemos ao mundo.

O segundo limite é a nossa morte. Mas esse foi tornado tabu e é suposto vivermos como se não existisse. Não se fala da morte à hora de almoço. Conversas sobre o fim da nossa própria vida são consideradas tétricas, e rapidamente somos enxotados para um outro assunto, mais leve, mais alegre. Toda a nossa cultura está estruturada para nos afastar da ideia da morte. Desde a cosmética para disfarçar as rugas, ao esconder os idosos em lares. A nossa cultura faz um enorme esforço para fingir que esse limite não existe. E de todos os limites, esse e o nascimento foram aqueles que não foi feito para ser ultrapassados. A sua presença é fundamental para que possamos viver a vida.

Temos necessidade de contraste

Sem este contraste vida/morte, a vida perde o sentido. No nosso mundo, as coisas existem enquanto pares de opostos. Frio e calor. Perto e Longe. Preto e Branco. Vida e Morte. Quando lidamos com uma ponta do espectro, lidamos também com a possibilidade do seu oposto. E como tal, é impossível livrarmo-nos de apenas um dos polos da coisa: não há um iman só com polo norte.

Para além disso, ao lidar-mos com o polo desagradável de uma coisa, damos mais valor ao outro polo. Quando está demasiado calor, só pensamos em como temos saudade do frio, e vice versa. Quando alguém que amamos está demasiado longe, só pensamos em estar próximos. Ter que lidar com um dos extremos leva-nos a valorizar muito mais o outro.

Sabemos isto a um nível intuitivo. No entanto, por algum motivo achamos que a forma certa de dar valor à vida é ignorando a existência da morte. Retirando-a da equação. Fazendo os possíveis para que ela desapareça.

Ao fazer isto, só desvalorizamos a vida. Por falta de contraste, ela torna-se algo sem valor. Passa a ser pano de fundo, e não algo central na nossa vida. Um bocadinho como quem tem ar condicionado deixa de dar valor e desliga-se da temperatura. Afinal, sabe e confia que ela vai estar sempre lá, confortável, imóvel. Mas uma visão da vida assim, como se fosse eterna rouba-a do seu valor.

Uma outra forma de olhar para isto é ver a criança mimada. Tem sessenta brinquedos no quarto, e não liga a nenhum deles. Não lhes dá valor. Mas todos sabemos, que basta irmos ao quarto dela e tirar um, que ela de repente esperneia e grita e já não o quer largar. Nós com a vida fazemos muitas vezes o mesmo. Por nos esquecermos da morte ficamos como a criança, mas sentados no chão, rodeados dos anos que passam, sem lhes ligar nenhuma. É preciso que venha alguém e nos lembre que eles se vão embora para lhes darmos o valor devido.

A necessidade da morte.

Porque, apesar de todos os nossos jogos mentais, a morte continua lá à nossa espera. À minha espera. À tua espera.

A tua morte está à tua espera. E, mais tarde ou mais cedo, vai-te agarrar (ai, coisa horrível! Consigo imaginar-te a pensar. Vai fundo a nossa programação cultural, não é? A vontade de ignorar a nossa mortalidade?).

E a vida vai-nos dando pistas, vai-nos recordando de que a possibilidade da nossa morte nos acompanha sempre.

A pista mais clara é a morte de alguém que nos é querido. De repente a vida ganha outro sabor, ganha outra importância.

Sim, o luto e o pesar vêm, e em certos momentos podem ser sufocante. Mas ao mesmo tempo, eles obrigam-nos a olhar para a nossa vida. Obrigam-nos a deixar cair as máscaras, a calar as mentiras que dizemos a nós mesmos e a ver as coisas como são. Porque de repente, sabemos que só temos uma vida. E que deixar para amanhã, fazer aquele favorzinho que vai contra quem somos, deixar a nossa vontade para trás, o preço de tudo isso de repente fica demasiado grande para ser pago. Quando o luto e o pesar nos atravessam, nos abrem à vida, somos obrigados a deixar cair as nossas máscaras.

Esta consciência da morte é como uma montanha a que subimos. Que nos permite elevar-nos acima do nosso dia-a-dia, da pequenez em que por vezes nos deixamos enredar e nos permite olhar realmente para a vida.

Além disso, a morte dá-nos força. Força para dizer não quando ele é necessário e força para dizer sim, mesmo quando assusta. Ela, paradoxalmente, obriga-nos a levar a vida muito mais a sério – conscientes que os dias que passamos cá têm um prazo. Mas também com muito mais leveza: sabemos que não saímos vivos dela e que na face dela, nada do que fazemos é assim tão importante.

Convite a visitar a tua morte.

Ganhar consciência da morte não tem que ser assim dramático, não é necessária uma morte na família, ou uma experiência de quase morte na nossa vida. Os romanos faziam-nos com uma inscrição que colocavam em todo o lado: Memento Mori, que significa Lembra-te da tua morte.

O convite que te faço é para o fazeres com base numa meditação. Basta leres, e imaginares, com tanto detalhe quanto puderes. Respira duas ou três vezes, e lê as instruções abaixo, criando imagens mentais vividas na tua mente:

À distância ouves um sino a tocar na igreja. Reconheces o som, está a chamar para um funeral.

Vais nessa direção. Aproximas-te. À porta da igreja, começas a reconhecer caras. Seja quem for que morreu é-te próximo, as caras são-te todas familiares.

Entras na igreja, e avanças pelo corredor central. O caixão está lá à frente, aberto, mas a esta distância não consegues ver o corpo. Nas filas da frente vês também pessoas que te são muito próximas, família e amigos. Estás preocupado. Mas quem será que está no caixão?

Aproximas-te mais, e ao olhar lá para dentro, vês a tua própria cara, tal e qual como está hoje. És tu, ali. O teu corpo, morto.

E três pessoas do banco da frente avançam. Repares que uma das pessoas é teu familiar, outra do teu círculo de amigos, e a terceira da tua comunidade, ou do teu trabalho. Uma de cada vez, elas falam sobre ti.

Exercício:

a) Escreve o que achas que cada um deles diz sobre ti

Noutro dia, volta a fazer o exercício, mas numa das variações

b) Escreve o que gostavas que cada um deles dissesse sobre ti

c) Imagina que a tua morte está bem distante no futuro. A tua cara no caixão está enrugada, passaram-se muitos e bons anos. O que é que dizem sobre ti agora, passado este tempo todo?

d) Compara as diferenças e similaridades entre as várias versões, e vê, o que é que isso te diz sobre a forma como estás a levar a tua vida.

Tarot

De todas as modalidades com que trabalhamos, o tarot é provavelmente das mais bem conhecidas e das mais mal compreendidas. A preconceito contra este tipo de leitura está baseado num tipo de utilização possível para o Tarot: um tipo de leitura que nos deixa vitimas do que o futuro guarda para nós.. No entanto, onde ele realmente pode ser útil é em dar-nos as respostas para, em vez de sermos vitimas do tempo, sermos donos do nosso futuro.

Continua a ler para descobrires:

  • As origens do Tarot
  • Como funciona
  • Tipos de leitura
  • O que espera de uma leitura
  • Situações em que é recomendado
  • Em que situações não se recomenda

As origens do Tarot

As origens do Tarot perdem-se no tempo, dizem alguns entendidos na matéria. Outros são mais pragmáticos. Eu estou no segundo grupo.

Tanto quanto temos evidências históricas, as origens do tarot são claras: ele é surge em Itália, perto de 1450, como baralho de cartas de jogar. Nessa primeira edição apenas havia 74 cartas, em vez das 78 dos baralhos modernos.

Quando começou a ser utilizado para ler os sinais do universo, isso não se sabe. Desde sempre que o ser humano vê e interpreta padrões nascidos do caos para ler as mensagens do universo. Desde o voo dos pássaros, a entranhas de sacrifícios, a peças de dominós e borras do chá, os oráculos são tantos quanto a imaginação humana permite.

Um deck de 78 cartas permite um sem fim de combinações, e os elementos pictóricos permitem à intuição ter muito por onde iniciar a sua transferência de informação. Estavam presentes os elementos necessários para a criação de um oráculo singular.

Mas, há algo mais. Anos de utilização do baralho para este fim criaram uma energia específica, que permite ao Tarot ser uma ferramenta única para falar com universo.

Como funciona

Ninguém sabe. Se a questão é como é que as cartas fazem para nos darem resposta que fazem sentido, que nos ajudam a encontrar o caminho certo para a nossa vida, então a resposta é que, na verdade, não sabemos. Fazemos teorias, sim, mas não se sabe.

Em relação ao funcionamento e à estrutura das cartas, aí é mais fácil.

Elas dividem-se me dois grupo: Arcanos Maiores e Arcanos Menores (nalguns sítios usa-se o termo Arcanjos maiores e menores, mas tanto quanto sei isso é fruto de uma má tradução).

Os primeiros são os trunfos. 22 cartas que narram os vários passos da viagem do ser humano no seu desenvolvimento pessoal.

Os segundo sãos as cartas de naipe. Estas estão ligadas à nossa vida na terra. Como nas cartas de jogar normais, há cartas de paus, copas, espadas e ouros. Mas, num deck de Tarot, cada um deste naipes está ligado a uma parte do nosso ser: Paus estão ligados à Vontade e à centelha divina. Copas às emoções e relações. Espadas à mente e crenças e Ouros ao corpo físico e ao trabalho.

Numa leitura, as cartas são colocadas em num padrão específico, cada carta nesse padrão tem um com certo significado. Depois, a leitura das cartas é feita num misto de significados aprendidos e de intuição, de acordo com a pergunta feita, com o significado da carta e com o sítio no padrão onde ela está.

Tipos de Leitura

Há dois tipos de leitura fundamentais, cada uma com o seu propósito:

  • Leitura às cegas: Neste tipo de leitura, o requerente não fala sobre nada com o terapeuta, pede apenas uma leitura, sem nenhuma pergunta específica. É particularmente adequada quando o requerente é mais cetico, e tem mais dificuldade em confiar que a leitura seja real. Como o terapeuta não sabe nada, fica mais fácil acreditar quando as coisas começam a bater certo.
  • Leitura específica: Nesta, o requerente fala sobre o que o traz à leitura e, junto com o terapeuta, tentam perceber o porquê de trazer aquelas perguntas, o quão importantes elas são, e se há alguma mais adequada para fazer ao tarot.

Estas duas leituras podem depois ser usadas com abordagens diferentes:

  • Futurologia: O tipo mais conhecido, em que se interpreta as cartas de modo a obter a informação do que vai acontecer, colocando a pessoa numa posição de vitima em relação ao futuro. Não fazemos este tipo de leitura.
  • Desenvolvimento/orientação pessoal: Nesta abordagem assume-se que o requerente tem um papel ativo no seu futuro e a leitura é feita de modo a dar informação útil. Por exemplo, em vez de se perguntar “o que é que vai acontecer amanhã”, perguntamos “como posso fazer com que X aconteça amanhã.”

O que esperar de uma leitura

As nossas leituras por norma são Específicas: é mais fácil ter respostas úteis quando as perguntas são claras. Não obstante, podemos fazer leituras às cegas.

As nossas leituras começam sempre com uma conversa. Isto porque muitas vezes as questões que trazem a pessoa ao tarot são só sintomas de movimentos do inconsciente ou bloqueios mais profundos e importa chegar ao cerne da questão.

Depois vem o lançamento e interpretação das cartas. Aqui, podes ficar descansado. Não vai haver fatalismos sobre o que vai acontecer e podes pedir esclarecimentos mais detalhados. Além disso, na nossa abordagem e a informação é passada com cuidado e tato.

Por fim, vem o plano de ação. Se tens informação importa definir o que vais fazer com ela. Podes ter a melhor leitura do mundo, mas se não agires, a informação não serve para nada. Ao criar um plano de ação, garantimos que podes levar para a prática as lições dadas pelas cartas.

Em que situações é recomendado

  • Momento de confusão e dificuldade em tomar decisões: A informação trazida pelo tarot pode ajudar-te a orientares a tua vida em certos momentos
  • Necessidade de dar a volta à vida: Quando parece que nada resulta, e há um vontade verdadeira de mudança, o Tarot é uma excelente ferramenta para perceber por onde começar e o que fazer
  • Vontade de te compreenderes mais profundamente: Para conhecimento pessoal, compreensão de certas atitudes ou acontecimentos na vida, o tarot é um grande aliado.

Em que situações não é recomendado

  • Coscuvilhice: Se a ideia é saber da vida dos outros, então tens que procurar outro leitor
  • Futurologia: Não fazemos leituras que te coloquem numa posição de vitima em relação ao futuro. É quase sempre possível dar a volta às perguntas para te colocar como ator no teu destino. Por exemplo, em vez de perguntar se “vais ter dinheiro suficiente para X”, pergunta “como ter dinheiro suficiente para X”

Marcações e mais informações

Para marcações, ou pedido de mais informações, estamos disponíveis para falar contigo através do 968 629 503 ou do e-mail geral@josegabriel.pt. Todas as nossas sessões podem ser feitas presencialmente ou online.

Limpeza Energética

A limpeza energética como a trabalho é feita através de duas técnicas:

  • Conexão e Limpeza Transcendental: um trabalho de limpeza feito com a energia do Arcanjo Miguel
  • Águas de Sul: uma técnica recebida por canalização.

Ambas funcionam de modo similar: é pedida ajuda ao divino, e faz-se um conjunto de visualizações que levam o corpo energético do cliente a passar por um processo de cura e purificação. Tal como no Reiki, o terapeuta é apenas canal para que o trabalho de cura seja feito.

Nesta página, podes aprender uma pouco mais sobre:

  • Conexão e Limpeza Transcendental
  • Águas de Sul
  • Quando recorrer a uma limpeza energética
  • Onde e como fazer uma limpeza energética
  • Uma palavra de cautela sobre limpezas energéticas

Conexão e Limpeza Transcendental

Fui iniciado nesta forma de fazer limpeza energética em 2018, e desde então que a tem sido uma ferramenta importante na limpeza energética de pessoas e espaço. Esta técnica é feita com a a bênção do Arcanjo Miguel e tem quatro fases:

  • Trazer a energia vital
  • Receção de mensagens
  • Remoção de influências
  • Trabalho de cura

O trabalho em si acontece num contexto meditativo, no qual há a ligação com o Divino, e o seu poder de cura e purificação.

Águas de Sul

Esta técnica foi recebida por canalização no início de 2023, e é feita com as bênçãos de Sul, a Deusa Celta dos três fogos e das águas termais. Com ela é feito um trabalho de purificação nos três centros energéticos base (cabeça, peito e ventre), e de proteção.

Quando recorrer a uma limpeza energética?

No nosso dia a dia somos muito bons a tratar da higiene do corpo físico: lavamos as mãos, os dentes, tomamos banho etc. Sabemos que ele fica sujo com certas atividades e com o contacto com determinadas substâncias.

A limpeza energética tem o mesmo papel, mas para o corpo energético. O corpo energético também fica “sujo” em certas situações, como por exemplo:

  • Locais com energia densa
  • Pessoas com energia pesada
  • Quando atraímos a atenção de certas entidades

E se nós temos alturas da nossa vida em que estamos imunes a estas influências (nada como estar extremamente feliz para ficar protegido destas influências nocivas), também há alturas em que estamos mais vulneráveis: períodos de stress, de depressão, ou de incongruência entre quem somos e o que fazemos.

Por norma, quem decide vir a uma terapia tem no seu passado recente momentos mais pesados, que a tornaram vulnerável a estas influências energéticas. É por isso que muitas vezes usamos estas técnicas no início do processo terapêutico.

Onde e como fazer uma limpeza energética

Para este tipo de trabalho há quatro formas principais: Magia Natural, Ritual, Prece e Terapia.

No ritual e na prece, é um trabalho autónomo, em que nos colocamos em harmonia com as energias divinas para remover tudo o que não seja alinhado com elas. Num contexto terapêutico, pedimos a outra pessoa que faça esse trabalho por nós.

  • Magia Natural: Neta secção entra tudo o que seja utilização de objetos (como cristais, pós, banhos), plantas e amuletos. Não é uma área em que eu seja versado, embora existam excelentes resultados com este tipo de trabalho
  • Ritual: A maior parte dos sistemas espirituais têm formas de fazer uma limpeza energética de forma ritual. Disponibilizo aqui a dois rituais que recomendo para este fim. Eles não só permitem a limpeza no momento, mas contribuem para desenvolveres um campo energético mais forte e menos influênciàvel.
  • Prece: O trabalho de limpeza quase sempre passa por um trabalho com Divindades com quem podemos falar com eles diretamente. Se tens uma prática de prece diária, pedires para seres purificado de todas as influências externas nefastas pode ser uma grande ajuda.
  • Terapia: Por vezes precisamos de ajuda de alguém para este tipo de trabalho. Se quiseres vir fazer uma limpeza energética connosco, convidamos-te a marcar uma sessão através do 968 629 503, ou de geral@josegabriel.pt.

Uma palavra de cautela sobre limpezas energéticas

Independentemente das influências energéticas que estejam a agir sobre nós, somos nós mesmos os responsáveis pelas nossas ações e atitudes. E muitas vezes é neste nível que o trabalho útil é feito.

De nada serve andar de limpeza em limpeza, de terapia em terapia, se não houver um esforço interno de desenvolvimento pessoal.

Na grande maioria dos casos não estamos a ser vitimas de magias obscuras, invejas e maus olhados, mas sim vitimas de um tipo de pensar que nos coloca prisioneiros e vitimas de nós mesmos.

Sim, uma limpeza energética pode ser uma grande ajuda, mas é importante primeiro despistas as causas terrenas. Se calhar não é mau olhado, é só falta de sono.

Não digo isto para descontar o efeito que influências negativas energéticas possam ter sobre nós, mas para chamar a atenção que independentemente destas, continuamos a ser cada um de nós os responsáveis pelo nosso destino. Podemos agir e ser felizes apesar da influência que estejam a agir sobre nós.

Marcações e mais informações

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Faz de conta

A imaginação devia ser usada não para escapar da realidade, mas sim para a criar – Colin Wilson

Faz de que?

À medida que crescemos, deixamos de imaginar. Tornamo-nos cada vez mais presos a um real imaginado pelos outros.

Neste encontro, vamos voltar à nossa capacidade de imaginar, essa que desde a primeira infância nos acompanha, e que com os anos vamos abandonando. Com base em jogos que mexem com a nossa imaginação, com o nosso corpo e os nossos sentidos, vamos acordar aquela parte de nós que consegue dar forma e cores ao mundo.

Estrutura do encontro:

  • Acolhimento: Vamo-nos conhecer e perceber quem é este grupo que se juntou para resgatar a imaginação
  • Acordar os sentidos: Queremos uma imaginação que seja mais do que fantasia, e para isso vamos começar por acordar os vários sentidos
  • Brincar para adultos: Vamos usar jogos e outras ferramentas para voltarmos a descobrir o que é brincar e como a imaginação pode colorir todos os momentos da nossa vida
  • Convívio/lanche: Após a ação, temos um intervalo para conviver e comer em conjunto
  • Partilha e fecho: Terminamos com uma partilha, para tornar claras as lições do dia.

Junta-te a nós!

Neste encontro temos um eixo de trabalho: a imaginação. E temos um método para lá chegar: jogos e brincadeiras.

Quer tenhamos consciência disso ou não, o mundo onde vivemos é um mundo imaginado. Contamos constantemente histórias, sobre porque é que o outro fez isto ou aquilo, sobre aquilo que fazemos e sobre tudo o que nos acontece. Quando essas histórias são mais brilhantes, chamam-nos otimistas. Quando mais escuras, somos pessimistas.

Esta atividade não é um resgate da criança interior, porque a imaginação e a brincadeira não são algo exclusivo dos mais pequenos. No entanto é um voltar a abraçar uma parte de nós que muitas vezes é posta de lado quando nos convencemos que temos que ser adultos e maduros.

Escolhemos jogos e não a escrita ou a arte porque há uma parte desta capacidade de imaginar que só vive no corpo. Há uma alegria que só vem ao de cima quando nos mexemos.

Não queremos uma experiência estéril de imaginação dentro de quatro paredes, mas sim uma sessão livre, na rua, cheia de vida, risos e gritos de felicidade.

O trabalho para o regresso à imaginação passa por tirar as camadas de contenção que colocamos sobre nós mesmos, para voltarmos a aceder a uma parte de essência mais profunda. E para isso, é preciso mexer, falar, explorar. É preciso cheirar, sentir e cantar. E nada como o jogo para nos levar de encontro a essa vivência.

Se esta proposta mexeu contigo, se fez nascer uma ponta de curiosidade ou uma saudade de ser, então vem jogar connosco!

Este encontro vai ser especial.

Neste encontro, estamos também a imaginar viver num modelo de comunidade. Assim sendo, a contribuição esperada é que participes numa ajudada após a sessão. Temos um terreno para limpar de entulho e uns pneus para encher de terra, e gostávamos da tua ajuda.

Se essa ideia te for desconfortável e preferires dar um donativo de outra forma, também o podes fazer.

Próximas Sessões:

  • Data: Domingo, 12 de Março
  • Hora: 15:00-17:00 (Faz de conta) 17:00-19:00 (Ajudada)
  • Local: Azoia, Leiria
  • Retribuição: Participar na ajudada
  • Material Necessário: Roupa confortável, petisco para partilhar para o lanche, água, luvas para a ajudada,
  • Inscrição: Para o 968 629 503 ou geral@josegabriel.pt

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Partilha de Reiki

Como funciona?

Nas nossas partilhas temos quatro momentos:

  • Acolhimento: O primeiro momento, em que nos conhecemos e alinhamos. Muitas vezes temos uma meditação ou outro exercicio para harmonizar as energias do grupo
  • Partilha: A pessoa que escolhe receber reiki coloca-se na marquesa, e recebe uma sessão a várias mãos dada pelos vários terapeutas presentes
  • Convivio: Há uma sala à parte onde quem não está a dar nem a receber pode aproveitar para fazer uma pausa, e conviver com o resto dos grupo, acompanhados por um chazinho
  • Partilha: No final temos um momento de fecho e partilha da experiência.

Próximas Sessões:

Data: 05/0
Hora: 21:00
Local: Espaço Confluência: Rua Padre Miguel, nº 14, Estação, Leiria

Inscrição: Por telefone para o 968 629 503
Retribuição: Atividade por donativo

Material Necessário: Roupa confortáve

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Próximos Eventos

Respiração de Cura

A lição desta semana versa sobre aprender a primeira fase da Meditação Respiração de Cura. A Respiração de Cura e o Caminhar Abençoar eram as duas práticas mais básicas da OME, e eram ensinado a todos os que estivessem interessados, quer fossem ou não membros da Ordem. Ambos demoram bastante tempo para aprender completamente, mas dão benefícios imediatos, mesmo nas suas fases mais básicas. 

Toma nota que que não tens que completar o processo de aprendizagem de nenhuma destas práticas para seguires para o próximo conjunto de práticas, que já pertencem ao grau de Aprendiz. Na tradição Essénia estás constantemente a aprender. Nunca há um ponto me que possas dizer “Ok, já aprendi tudo o que há para aprender desta prática”

Na próxima semana vai sair a lição introdutória do grau de Aprendiz, e nas semanas seguintes seguem as lições centrais das práticas de cura da Ordem, para que qualquer um que tenha a vontade de seguir as indicações as possa praticar.
 

*  *  * *  *  

Meditação da Respiração de Cura Essénia

Esta é a prática de meditação ensinada pela OME. Os estudantes do conhecimento Essénio devem praticar alguma forma de meditação diariamente. John Gilbert não insistia que fosse esta a forma de meditação, embora seja a que ele praticava e a recomendasse de entusiasticamente a qualquer um que estivesse interessado. Os estudantes que já tenham uma prática de meditação regular, ou prefiram um outro método, podem fazer essa prática em vez desta. 

A respiração de cura Essénia é aprendida em quatro fases, cada uma das quais contém vários passos. Não tens que acabar o material abaixo para passar do grau de Candidato para Aprendiz. Simplesmente começa e cria o hábito de ter uma prática de meditação diária. 

As instruções abaixo não estavam assinadas, mas evidências internas apontam para que tenham sido escritas por John Gilbert. 

Visão geral sobre a Meditação Respiração de Cura Essénia. 

A MRCE tem quatro fases. Na Primeira, o estudante aprende a relaxar completamente o seu corpo. O objetivo deste relaxamento é atingir uma profundidade tal que deixes de estar consciente do corpo. Esta fase é atingida pelos passos um, dois e três. Quando completa, esta fase chama-se “Estado de Relaxamento Profundo”.

A Segunda Fase é o processo de retirar a consciência da mente, ocupando-a com tarefas triviais. Esta fase é conseguida através dos passos quatro, cinco e seus. Quando atingida, a esta fase chama-se “Estado da Mente Pacifica”. É neste estado de relaxamento profundo e mente pacífica que nos permite entrar num estado mais elevado de consciência através do processo de meditação. 

A Terceira Fase passa por utilizar e aumentar os períodos de quietude entre cada inspiração e expiração. A estes períodos de quietude chamam-se Janelas de Oportunidade, porque é neles que o estudante alcança o propósito da sua meditação. Esse propósito pode incluir contacto com guias espirituais, anjos da guarda, elementais, espíritos da natureza, guias animais, outros seres desencarnados, ou o Divino. Também pode ser de curar-se a si mesmo ou aos outros, abundância para si ou para os outros, ou progresso mental, emocional, psicológico, psíquico ou espiritual. Pode ser qualquer coisa escolhida pelo estudante. 

A Quarta Fase é simplesmente meditar. Fluir e meditar. Aproveitar a graça, a alegria, a felicidade, a paz e o amor incondicional do Divino. Meditar. 

Só a primeira destas fases é que está associada ao grau de Candidato. Pratica-a enquanto estás a aprender o Caminha Abençoador, como preparação para as lições de Aprendiz da Ordem. 

Preparação para uma Meditação da Respiração de Cura Essénia. 

A primeira coisa que sugerimos é que te coloques numa Esfera de Proteção como precaução. Enquanto tu estás a meditar, contemplar, rezar ou curar nesta esfera de proteção, nenhum tipo de dano pode vir até ti. 

Seja como for, na maior parte das vezes nada de mal vai acontecer. Mas como precaução, nós sugerimos que, sempre que tu queiras meditar, contemplar, rezar ou fazer cura espiritual te coloques numa Esfera de Proteção.

Há várias formas de fazer isto. Esta é forma como o Rev. Matthew Shaw ensinava a maneira Essénia de criar uma Esfera de Proteção.

  1. Senta-te ou coloca-te de pé confortavelmente e fecha os teus olhos. Relaxa e respira profundamente.
  2. Traz a tua consciência para o teu coração
  3. Vê um ponto de luz branca a brilhar no centro do teu coração. Esta luz branca é a Luz do Divino. É o Amor Incondicional do Universo. É a proteção contra todas as coisas. Vê este ponto de luz branca.  
  4. Cada vez que expirares, imagina este ponto a expandir lentamente. Ao longo de sete respirações, vê-o a expandir-se de tal modo que forma uma esfera que te rodeia completamente.
  5. Cada vez que inspirares, sente o amor incondicional do universo a encher-te mais e mais. Depois, vê esta esfera de luz branca a expandir com a tua expiração. 
  6. Mantém-te dentro desta esfera de luz branca, desta esfera do amor incondicional do universo durante três respirações, e aproveita a paz, energia e amor. 
  7. Agradece ao Divino por te proteger e segue com o teu propósito para formares esta esfera de proteção à tua volta.

Esta é uma forma de criar uma Esfera de Proteção para manter energias negativas, poderes e entidades longe de ti. Há várias outras. Escolhe a que se adequar a ti. 

Introdução à Meditação de Respiração de Cura Essénia 

Esta técnica de meditação tanto é fácil de aprender como de descartar sem grande esforço. É fácil de aprender se gastares alguns minutos todos os dias para fazer as práticas semanais. E é fácil de descartar porque a técnica parece tão simples. Aqui estão as minha observações, baseadas no treino de várias centenas de estudantes nesta técnica:

A duração certa para uma sessão de prática é de entre quinze a vinte minutos. Menos do que 10 minutos por sessão normalmente não produz nenhuns resultados evidentes; por isso 10 minutos deve ser considerado o mínimo dos mínimos para ser gasto numa sessão. Após os 20 minutos a sessão tende a estagnar e quase não se vê mais nenhum progresso; por isso, vinte minutos deve provavelmente ser considerado o tempo máximo a usar numa sessão.

O melhor número de sessões por dia é entre dois e três. Menos do que duas sessões por dia resulta num progresso muito lento, e mais do que três não parece levar a um progresso mais rápido.  

E, como com todas as coisas, dá o teu melhor que vais obter resultados evidentes. 

O nome mais comum para a técnica de relaxamento ensinada pela OME é “Relaxamento Progressivo”. No início, podes demorar quinze a vinte minutos a percorrer o corpo todo, dos pés à cabeça durante o primeiro passo. Mas após algumas poucas sessões vais ser capaz de fazer isto em poucos minutos. Após várias semanas, vais ser capaz de te sentar e relaxar progressivamente o teu corpo em poucos segundos. O segredo é demorar o tempo necessário para ensinar cuidadosamente a cada um dos teus músculos o processo nas primeiras semanas. 

À medida que os teus músculos aprendem o que é esperado deles, vais chegar a um estado de relaxamento completo cada vez mais depressa. Quando os teus músculos aprenderem como relaxar sem primeiro ficarem tensos, podes eliminar a parte da tensão do processo. Esta deixa de ser necessária quando os teus músculos ficam relaxados. O teu objetivo é ser capaz de te sentares calmamente, fechar os olhos e em poucos momentos atingir um estado de relaxamento profundo do teu corpo. Vais demorar várias semanas até conseguires chegar a este estado de relaxamento. 

Quanto mais relaxado estiver o teu corpo, melhor. Quanto mais profundo o estado de relaxamento do teu corpo, mais profundo é o estado de meditação que consegues obter. Demorar o tempo necessário a aprender como relaxar o teu corpo completamente utilizando o Primeiro Passo. 

Terminar a meditação

Para saíres da meditação, começa por mexer os teus dedos dos pés. Depois, vai subindo pelo teu corpo, mexe as pernas, dedos, braços, ombros, pescoço e cabeça. Fica consciente do local onde estás. Relaxa, e fica alerta. Toca nos teus braços, ombros e face. Abre os teus olhos. Aproveita a sensação de bem-estar que fica após uma sessão de MRCE. Lentamente, levanta-te e mexe-te.

Primeira Fase, Primeiro Passo – Relaxa

Senta-te confortavelmente. Com cada expiração, diz a ti mesmo para relaxares mais e mais. Contrai os teus dedos dos pés e pés com tanta força quanta consigas. Sustém a respiração enquanto manténs a contração. Mantém esta tensão por alguns segundos, até teres que respirar, ou não conseguires continuar a fazer força. Depois, relaxa os teus dedos dos pés e pés, e respira profundamente.

Contrai os teus gémeos e canelas. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai os gémeos e canelas, e respira profundamente. 

Contrai as tuas coxas, a toda a volta. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai as coxas, e respira profundamente. Sente o calor nas tuas pernas à medida que a circulação sanguínea aumenta e as tuas pernas relaxam. 

Contrai o teu abdómen. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai o abdómen, e respira profundamente

Contrai as tuas costas e peito. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai o as costas e peito, e respira profundamente

Sente o calor no teu tronco e pernas à medida que relaxas e a circulação sanguínea aumenta nestas zonas.

Contrai as tuas mãos e dedos com tanta força quanta consigas. Sustém a tua respiração enquanto contrais as mãos e os dedos. Mantém esta tensão durante alguns segundos, até que tenhas que voltar a respirar, ou não consigas continuar a fazer força. Depois, relaxa as tuas mãos e dedos, relaxa e respira profundamente. 

Contrai os teus antebraços. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai os antebraços, e respira profundamente

Contrai os teus biceps e triceps. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai os teus biceps e triceps, e respira profundamente.  Sente o calor nos teus braços, à medida que a circulação sanguínea aumenta no teu tronco, braços e pernas, à medida que eles relaxam..

Contrai os teus ombros, músculos do teu pescoço e da face. Contrai com tanta força quanto consigas enquanto susténs a respiração. Mantém esta tensão e sustém a respiração durante vários segundos, tal como à pouco. Quando soltares, relaxa completamente. Descontrai os ombros, músculos do teu pescoço e da face, e respira profundamente. 

Sente o calor em todo o teu corpo, nas tuas pernas, barriga, peito, braços, ombros, pescoço e cara à medida que o teu corpo relaxa, e a circulação sanguínea melhora. Sente a tranquilidade deste relaxamento. Senta-te confortável e desfruta desta sensação durante o resto da tua sessão de 20 minutos. Durante este tempo, vai percorrendo mentalmente o teu corpo. Onde sentires dor, fá-la ir-se embora com a tua vontade. Onde houver tensão ou estiveres preso, usa a tua vontade para que relaxes. Se sentires desconforto de qualquer tipo, liberta-o e desfruta da Primeira Fase. Continua esta prática até demorares apenas um par de minutos a relaxar completamente o teu corpo.

Fase Um: Segundo Passo – Respirar de forma profunda e ritmada. 

Centra-te e respira de forma profunda e ritmada. Continua a relaxar com cada expiração. Acalma a tua mente. Continua a relaxar mais e mais à medida que respiras de forma profunda, lenta e ritmada. 

Inspira o Amor Incondicional do Divino. Este é o Poder de Cura do Universo. À medida que nos enchemos desta energia, curamo-nos a nós mesmos. À medida que fazemos com que esta energia flua para beneficiar os outros, damos-lhes a matéria prima que necessitam para se curarem a si mesmos. 

Expira todas as toxinas do teu corpo. Toxinas emocionais, psicológicas, mentais e espirituais podem ser libertadas junto com as toxinas do corpo. Deixa o teu corpo fluir de forma fácil e suave. Deixa que ele te purifique à medida que flui.

A melhor forma para se conseguir respirar profundamente é descontrair completamente e deixar que o abdómen expanda com cada inspiração, e recolha com cada expiração. Quando estás completamente relaxado, isto vai acontecer automaticamente. Fica simplesmente consciente de que o teu diafragma se move para baixo durante a inspiração, e para cima durante a expiração. Quando o teu diafragma desce durante a inspiração, a zona do teu estômago move-se para fora de modo a dar espaço ao diafragma. Quando o teu diafragma sobe na direção dos pulmões com a expiração, o teu estômago recolhe para ocupar o espaço disponível. 

A isto chama-se respiração abdominal, e é a forma de respiração mais saudável que podemos fazer. Respiramos automaticamente desta forma quando relaxamos completamente.  

Respira fundo, e continua a relaxar de forma cada vez mais profunda.. 

Fase Um – Terceiro Passo – Prolonga a tua respiração 

À medida que continuas a relaxar e a respirar profundamente, recolhe ligeiramente o teu abdómen no final de cada expiração, ou expande um pouco mais o teu abdómen no final de cada inspiração. Podes também escolher fazer ambos. É muito importante que faças isto sem esforço nenhum. Limita-te a recolher o abdómen de forma suave e sem esforço no final de uma expiração, ou a expandi-lo no final de uma inspiração. Também podes optar por tanto expandir como contrair nos momentos adequados. Continua a relaxar, respirar profundamente, e a prolongar a tua respiração. 

Com isto completas a Primeira Fase da Meditação da Respiração de Cura Essénia. Continua a praticar estes tres passos até chegares a um estado em que deixes de estar consciente do corpo. 

Os passos em falta da MRCE vão ser ensinados nos graus mais avançados da Ordem

Artigos anteriores desta série

  • Respiração de Cura

  • Caminhar Abençoador

  • Ordem Moderna dos Essénios 1

Os 10 Valores do Yoga

Yoga é a cessação da identificação com os conteúdos da mente

Yoga citta vritta nirodah

Yoga Sutra de Patanjali, sutra 2

Como vimos num dos textos anteriores, os valores guiam a vida na direção de um certo tipo de experiência. Nas tradições de desenvolvimento pessoal isto é plenamente assumido, os valores não são adotados por mandamento divino, mas sim porque queremos que a nossa vida vá numa certa direção. No caso do Yoga, essa direção é perceber quem realmente somos. Deixar de confundir as nossas ações e os nossos pensamentos com a nossa essência e realizar aquilo que de mais profundo, mais perene que há em nós. 

Os valores de que vamos falar  aparecem pela primeira vez estruturados num texto chamado Yoga Sutra (YS), um manual de Yoga escrito por Patanjali à cerca de 2.000 anos. Ele divide os valores entre Yamas (recomendações) e Niyamas (Abstenções), colocando cinco valores em cada uma destas categorias e explicando o que se obtém pela aplicação de cada um deles. No entanto, as raízes dos valores de que ele nos fala são mais antigas. Os Yamas, por exemplo, aparecem há 3000 anos, enquanto votos sagrados do Jainismo, uma outra tradição religiosa.

Além disso, é importante saberes que estes não são os únicos valores de que se fala no Yoga. Noutros textos da tradição há conjuntos de valores diferentes (por exemplo na Sandylia Upanishad há 10 Yamas). Saber que há estas variações e um pouco da história dos valores que te vou apresentar é um passo importante para lidares com os valores como sendo algo vivo, que dialoga com a tua vida e não um dogma.

Escolhemos os Yoga Sutras por serem possivelmente o texto com mais impacto na prática de Yoga moderno. Se quiseres ir ler diretamente à fonte, há várias traduções do original em sânscrito disponíveis online, ou em livro.

Para atingir o estado de Yoga (no YS, Yoga refere-se ao estado descrito logo no início deste artigo e não a uma prática), no qual deixamos de nos confundir com aquilo que fazemos e passamos a saber quem somos, o YS fala de oito membros, oito componentes da prática. Destes oito, os dois primeiros são os valores: os Yamas (recomendações) e Niyamas (abstenções).

Isto é fundamental perceber. No manual de Yoga escrito à 2.000 anos, por um dos maiores mestres da tradição, antes de qualquer prática, postura, respiração ou técnica de meditação, vêm os valores. Praticar Yoga sem adotar os seus valores é como tentar construir uma casa sem colocar fundações. O edifício criado até pode ser bonito, mas é frágil e de certeza que não vai chegar muito alto sem se desmoronar.

A função deste conjunto de valores é dar-te um código de conduta que possas usar em todos os momentos da tua vida para te orientares. Um chão firme sobre o qual te podes erguer para te manteres no caminho quando a vida te atirar com decisões difíceis, ou quando os teus próprios hábitos ou excessos te tentarem levar para um rumo errado. E isso vai levar-te a uma enorme paz para com a tua consciência e para com o mundo.

Adoptando um conjunto de valores, as tuas decisões, as tuas ações já não estão dependentes dos caprichos do momento, mas sim de um código de conduta que decidiste adoptar num momento de força. Ter este código como bússola leva a que estejas mais alinhado, a que seja a tua Vontade real a gerir as tuas decisões no mundo e não as influências daqueles que te rodeiam, ou as ilusões do momento. E isso permite que a tua energia se dirija para fins que vão para além de gerir as necessidades do dia a dia. Ao entrares em congruência com algo mais alto encontras paz e, nessa paz, fica mais fácil encontrar aqueles que és. 

 No entanto, se a adopção dos valores é uma decisão consciente, porque queres ir para determinado fim, então tens que manter um espírito crítico, e perceber se realmente eles te estão a levar na direção devida. Embora os valores sejam milenares, a interpretação dos mesmos vai evoluindo, vai-se adaptando ao momento, ao contexto histórico e geográfico.

Na Índia, Ahimsa, que significa Não-Violência e é o primeiro dos valores descritos no YS, muitas vezes toma a forma de uma dieta vegetariana, onde se evita magoar animais. Na Islândia, onde nada de vegetal cresce durante metade do ano, isto seria impossível. Lá a carne de ovelha é fundamental para a sobrevivência. Nesse local a aplicação deste principio teria mais a ver com dar uma boa vida aos animais, e garantir que a morte envolve o mínimo de sofrimento.

E no próprio contexto original, um mesmo valor pode ter diferentes expressões. Bramacharya (o quarto Yama), tanto significa Celibato para as correntes mais restritiva de Yoga, como Autocontrolo em muitas outras.

Isto deixa-nos numa posição delicada. Por um lado, se esvaziamos os valores de significado eles perdem o seu poder de direcionar da nossa vida. Por outro lado, se temos uma interpretação dogmática dos mesmos eles podem levar-nos para uma direção diferente da pretendida. A chave está na consciência. Tal como é ela que nos leva a adoptar um certo código de valores, é ela que nos vai permitir perceber se eles nos estão ou não a levar para o sítio certo. Eles são um pouco como um mapa. Este em particular tem sido usado com bons resultados há mais de 2.000 anos, mas isso não significa que podemos olhar para ele e ficar cegos ao sítio onde realmente estamos.

Agora que já tens o enquadramento necessário sobre o propósito, a história e a atitude adequada para lidar com os valores na tradição do Yoga, está na altura de te dar uma visão geral sobre estes. Abaixo tens a lista de valores conforme aparecem no Yoga Sutra. Para cada um deles tens o nome em Sânscrito, a língua sagrada do Yoga, e uma tradução para o Português.

Yamas: Recomendações

Ahimsa: Não Violência

Satya: Verdade

Asteya: Honestidade

Bramacharya: Autocontrolo

Aparigraha: Não-possessividade

Niyamas: Abstenções

Sauchan: pureza

Santosha: contentamento

Tapas: disciplina

Svadhyaya: auto-estudo

Ishvara Pranidhana: Entrega a Ishvara

Nas próximas semanas vamos aprofundar e discutir cada um destes valores. Até lá, tenho dois exercícios práticos para ti:

Pergunta: Olhando para esta exposição breve dos Yamas e Nyamas, qual é aquele com que te identificas mais e menos? Porque te sentes dessa maneira? 

Desafio: A história dos teus valores

Olha para os três valores que escolheste no último artigo, e escolhe um deles. Vais descobrir a sua história. Quando é que os adotaste? Porque? Conheces alguém que também os tenha? Qual o tipo de vida que estás a construir com eles? 

Escreve uma reflexão com base nas perguntas anteriores e, se te quiseres conhecer melhor, investiga um pouco sobre ele também. De onde veio? Quando é que ele passou a ser importante na sociedade?

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