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Ligação à Natureza e Espiritualidade

Foi-me dito que a Conexão à Natureza e a Espiritualidade são quase antagónicos. Quase opostos. E isto é verdade da mesma forma que a cara e a coroa de uma moeda são opostos.

São duas partes de um mesmo todo.

Isto é de tal modo verdade, que até certas práticas são espelho umas das outras. Meditar num percurso espiritual é quase sempre fechar os olhos e ir para dentro. Meditar num contexto de conexão à Natureza passa por abrir os olhos, todos os outros sentidos, e  ficar submerso no todo.

Para a espiritualidade, o edifício é muitas vezes fundamental. Há um templo, um cantinho da casa, um mosteiro. Um lugar específico onde prestar culto. É um local controlado, ordenado, ornamentado por símbolos e imagens, perfumado por incensos e flores.

Na conexão à natureza, a casa é um inimigo. As paredes que nos “protegem” do mundo, na verdade separam-nos dele, de tal modo que certos povos recusam-se mesmo a entrar nelas. A vivência é feita fora de portas, envolvido pela beleza caótica da natureza.

E apesar de espelho um do outro, ambos os caminhos levam ao espírito. Ao todo, mesmo que este seja encarado de formas diferentes. E, mais importante do que isto, o tipo de resultados que cada um dá complementa o outro.  

O objetivo da Espiritualidade tem muitos nomes. Auto-conhecimento, auto-realização, descobrir a partícula de verdade em ti, casamento sagrado. Em psicologia diríamos Individualização, a criação do individuo com vontade e direção própria a partir da massa. É descobrir quem realmente és.

Na conexão à natureza, o objetivo é bem diferente. É encontrar o teu lugar na teia da vida. Como te encaixas no plano maior, no meio natural que te gerou, e que necessita de ti, tal como das árvores e das abelhas.

É fácil ver como estes dois caminhos se complementam. Sabendo quem sou, se não souber o meu lugar no todo, então é fácil que o meu poder seja mal utilizado. Há exemplos mais do que suficiente, dos gurus indianos, aos padres católicos, aos cultos que volta e meia aparecem do que acontece. Alguém se acha iluminado (e, em certa medida pode mesmo estar), decide que está fora das regras e faz coisas completamente desadequadas.

O espelho disto é descobrir o meu lugar no mundo, e não ter a maturidade de saber quem sou e que tenho poder sobre a minha vida. Neste caso, o resultado é muitas vezes frustração – para com os outros, que não estão em harmonia com as leis naturais, e para com o próprio, que se sente impotente para fazer o que é esperado dele. Isto muitas vezes leva ao que se chama, carinhosamente, “síndrome do naturalista sociopata”. Acontece quando alguém começa a ir mais para a Natureza, a conectar-se mais, mas quanto mais faz isso mais dificuldade tem em lidar com outras pessoas, e acaba cada vez mais isolado do mundo.

Na união destes dois caminhos está uma via mais completa. Uma via na qual o ser humano acorda não só para o seu poder pessoal, mas também para o seu papel no mundo. Uma via onde os valores absorvidos do meio natural se tornam antidoto para os perigos do caminho espiritual. E onde o poder pessoal vindo da espiritualidade trás paz à angústia de ver uma natureza cada vez mais destroçada.

Inscrição – Vivências de Conexão

ntretanto hás de receber o e-mail com o link para confirmares a tua inscrição. Culpa o RGPD, mas vou mesmo precisar que cliques nele para te poder adicionar à lista.

Caso não recebas nada, podes fazer três coisas:

  • Espera mais um bocadinho – estas coisas às vezes levam tempo
  • Vai ver ao SPAM se o e-mail não foi lá ter
  • Envia-me um e-mail para que eu possa resolver o problema: geral@josegabriel.pt

Conto contigo para sábado! Até lá

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A tua inscrição está feita! Em breve vais receber um e-mail com o link para assistires à palestra.

Até lá!

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Meditação nos Sentidos

Meditação nos Sentidos

Meditar nos sentidos é abrires-te ao mundo para encontrares o todo, em vez de o procurares no fundo de ti

Meditar não é só de olhos fechados

Esta técnica de meditação aparece um pouco por todo o mundo, ligada a povos nativos. Nela, o objetivo não é isolares-te do mundo para encontrares o divino na tua quietude interior. É permitires ser submergido por aquilo que os teus sentidos te mostram, para aí encontrares o divino.

Vais aprender sobre:

  • O que é meditar
  • 3 tipos de meditação diferentes
  • Onde e como praticar a meditação nos sentidos
  • Vivência prática de meditação

Esta vivência é perfeita para ti se:

  • Queres encontrar um estado de maior paz dentro de ti
  • A meditação como a costumas fazer não funciona
  • Queres um tipo de meditação que te coloque em harmonia com o mundo.

Informação Prática

Data: 2 de Julho
Hora: A definir
Local: Casa Com Asas, Moita da Roda.
Retribuição: Este é um evento gratuito, inserido na celebração do aniversário deste espaço.

Material Necessário: Curiosidade

Inscrição

Podes fazer a inscrição por mensagem para o 968 629 503, por e-mail para geral@josegabriel.pt.

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Técnicas Ancestrais de Conexão à Natureza

Foste feito para estar conectado. Vem recordar-te como.

O nosso corpo e as nossas necessidades de conexão são iguais, sejas um aborígene da Austrália, um bushman em África, ou um citadino Português. As técnicas de conexão que resultam para eles são as mesmas que vão resultar para ti. Por isso, a nossa abordagem é baseada na forma como os povos nativos de vários continentes fazem para passar a conexão à natureza de geração em geração. Inscreve-te e descobre como voltar a estar conectado.

Quando?

  • 5ª feira, dia 29, às 21h

Onde?

  • Online, e presencialmente no picheleiro

Custo?

  • Esta é uma palestra gratuita

O que vais aprender?

  • 3 técnicas de Conexão à Natureza que podes usar seja qual for o teu contexto.
  • Como usar práticas de conexão para baixar níveis de ansiedade, stress e solidão.
  • De que modo a Conexão à Natureza altera o teu cérebro.
  • Impactos físicos, mentais e emocionais da falta de conexão e como os podes reverter.

Saber mais

Antes de te inscreveres queres saber mais sobre conexão? Então continua a ler. Caso queiras ir mais fundo, tenho alguns artigos escritos sobre o tópico aqui, na coleção “Rotinas de Conexão”

O que é conexão?

Na nossa lingua, não há palavras para falar de conexão de forma clara, mas todos a temos na nossa vida. Sabemos reconhecer quando está presente e quando nos falta. Sem palavras para ela, a melhor forma de falar da conexão à Natureza é com um exemplo:

Da mesma forma que ir visitar uma exposição de cães não é o mesmo do que ter um cão de estimação, ir passear à floresta não é o mesmo que estar conectado à Natureza.

No primeiro caso, somos visitantes. A experiência pode ser boa e até nos podemos lembrar dela mais tarde. Mas no fundo, estamos de passagem. Na segunda, há algo mais fundo, para o qual não há palavras que expliquem. É desta segunda vivência que falamos quando nos referimos a conexão.

É deste tipo de conexão que te vou ensinar a criar.

De onde vêm estas técnicas?

Lembro-me de ser criança e de ir passear com os a família para o pinhal. O meu pai ia-me falando das árvores, dizia “Este é uma pinheiro, aquele é um carvalho”. Mas nada daquilo ficava na minha cabeça. Havia algo, a nível cultural que não estava a funcionar. Ele não me conseguia passar a conexão ao mundo natural que tinha.

No extremo oposto, temos as culturas dos povos nativos, onde conhecimento muito específico – por exemplo, como a forma como o aparecimento das amoras muda o comportamento dos ursos – é do conhecimento comum, tanto de crianças como de adultos.

Esta questão – Como é que certos povos mantêm viva a conexão à Natureza de uma geração para a outra? — Esteve na base da criação do método que te vou ensinar.

O método foi criado por Jon Young, que trabalha enquanto mentor de conexão à mais de 30 anos. A minha formação no mesmo foi feita primeiro à distância, com o programa Kamana e mais tarde presencialmente, tendo ingressado no curso Anake, da Wilderness Awareness School.

O que é preciso para estar conectado?

Criar conexão à Natureza dá trabalho. É como qualquer outra relação: vais ter que investir tempo e esforço. Vais ter que conhecer as plantas e os animais pelos nome, e passar tempo na rua com eles.

As técnicas que te vou ensinar são praticadas por povos que dependem delas para sobreviverem. Foram escolhidas porque funcionam para o nosso meio e com o nosso estilo de vida. Mas só vão funcionar se te dedicares e quiseres mesmo criar essa conexão.

Caso queiras mesmo voltar a ligar-te, e estiveres disposto a dar o que este processo pede, então não podias ter escolhido melhor.

Sobre mim

Um currículo diz muito pouco sobre a pessoa, mas abaixo ten os os pontos chave da minha formação, no que concerne a conexão à Natureza.

  • Escuteiro dos 6 aos 30 anos
  • Licenciado em psicologia
  • Monitor durante 2 anos no projeto “Escola da Mata” da associação Casa d’Árvore, ABC-Natur, com crianças do 3 aos 6 anos
  • Nível 2 do Kamana Naturalist Training Program
  • Frequência de 6 meses do programa de conexão à Natureza “Anake” da Wilderness Awareness School, nos estados Unidos
  • Dinamização de vários workshops ligados à conexão à natureza

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Inscrição

Preenche o formulário abaixo para te inscreveres na palestra. Vais receber o link para a palestra, e também a gravação da mesma-

Caso queiras mais informações, ou assistir presencialmente na zona de Leiria, podes contactar-nos pelo 968 629 503, ou para o e-mail geral@josegabriel.pt.

Novo Ebook – Naturalmente Sem Stress

É com muito gosto que venho partilhar que acabei e publiquei o meu novo e-book, Naturalmente Sem Stress. São 42 páginas recheadas com tudo o que precisas de saber sobre stress e com as técnicas que vais usar para lidar com ele. No livro, entre outras coisas, falamos de:

  • As 4 respostas de Stress: Luta, Fuga, Congelamento e Colapso
  • A diferença entre o meio em que o corpo evoluiu e o meio em que vivemos
  • Porque é que o teu sistema nervoso é a peça fundamental da resposta de stress
  • Técnicas para gerir situações de stress agudo
  • Técnicas para resolver as raises do stress em ti.
  • O que fazer quando nada funciona

O Livro está disponível na página dos downloads, aqui.

Abaixo, segue um pequeno excerto daquilo que considero ser o mais importante a saber:

Começar pelo mais importante

Neste livro, a parte prática tem duas partes. Na primeira partilho algumas formas de controlar o stress. São formas de lidar com os sintomas mas que por si só não resolvem nada.

A abordagem de gestão de stress com base nos sintomas é um bocadinho como andar a dar marretadas na cabeça e tomar aspirina para a dor passar. Pode ajudar no momento, mas enquanto não parares de bater em ti mesmo, a dor vai voltar uma e outra vez.

Eventualmente vais ter que lidar com o stress na sua raiz. No entanto, enquanto não chegas lá, podes escolher ter uma vida melhor, onde tenhas a força que precisas para tomar as decisões certas. Na segunda parte do livro, falamos de formas para fazeres um trabalho mais profundo em na tua relação com o stress.

Como a estatística diz que a maior parte dos que pegam neste livro não o vão ler até ao fim (e eu adorava que tu não fosses mais um na estatística), quero ter o mais importante logo no início.

Há três fontes principais de stress:

  • Uma relação desequilibrada com o mundo
  • Uma relação desequilibrada com o outro
  • Uma relação desequilibrada contigo mesmo

Sabendo isto, é fácil perceber o porquê da epidemia de burnout, stress, ansiedade e depressão que estamos a viver.

A nossa relação com o mundo natural ficou de tal modo desequilibrada, que enquanto sociedade fugimos dele. O processo de afastamento começou com a passagem de um mundo natural para um cada vez mais artificial. E hoje em dia estamos a chegar a um novo patamar desse processo, passando cada vez mais tempo em ambientes virtuais.

O outro? Estamos rodeados de estranhos, com os quais é impossível fazer ligações.

A relação connosco? Uma parte do nosso íntimo sabe que algo está profundamente errado, e por isso cada vez mais fugimos de nós mesmos.

No fundo, a maior parte de nós vive num ambiente tão tóxico, tão desadequado à nossa natureza, tão ameaçador que só nos resta fugir. O teu stress está-te a tentar salvar.

Para saíres deste ciclo, há três coisas fundamentais que podes fazer:

  • Conectar-te à natureza: E aqui não estou a falar de ir dar um passeio ao pinhal. Estou a falar de conheceres, reconheceres e teres relações com os pássaros, mamíferos, as plantas e tudo o resto. Estou a falar de ficar sentado, imóvel, o tempo que for preciso para que a natureza se revele aos teus olhos. Estou a falar de voltares a encontrar o teu lugar na teia da vida, e de te voltares a sentir em casa no mundo.
  • Conectar-te ao ti: Tens que olhar para quem és, para descobrires o que queres e o que faz sentido para ti. Talvez olhar para dentro seja demasiado doloroso. Nesse caso, precisas de ajuda. Está tudo bem se decidires ir ao psicólogo, ou a qualquer outro terapeuta. E quando fores capaz de olhar para dentro, aí está na altura de fazeres trabalho de autoconhecimento. Tens muitas vias por onde trabalhar, desde as espirituais às de desenvolvimento pessoal. Neste ponto, o trabalho de conexão com a Natureza também tem muito para te ensinar.
  • Conectar-te ao outro: Deixei este para o fim por ser o que cria mais resistência. Mas a verdade é vais a uma qualquer aldeia, que aos nossos olhos é pobre e miserável, em África e as pessoas são mais felizes do que no conforto da cidade. E a diferença está nas ligações interpessoais. Ainda há sítios onde há ligações reais, onde a se sai à rua para encontrar os vizinhos. Onde as famílias se juntam ao redor de uma mesa de refeição. Pode ser assustador, mas torna-se muito mais fácil se te conheceres a ti mesmo e tiveres uma boa relação com o mundo.

No resto do livro, vamos falar sobre stress. Sobre as causas biológicas, sobre as técnicas para o gerir, e sobre uma série de coisas úteis e interessantes. Mas se leres e levares a sério estas páginas, já estás no caminho certo.


Faz o download do livro completo aqui

Já deste o primeiro passo para estares naturalmente sem stress!

Parabéns! O manual está neste momento a caminho do teu e-mail. Talvez demore um bocadinho, e sabes que estas coisas podem ir parar ao spam, por isso não te esqueças de ir lá ver. Enquanto esperas que ele chegue, quero só aproveitar e dizer-te mais coisa.

Se queres fazer um trabalho mais sério a nível de stress, recomendo que faças algum acompanhamento personalizado. Para isso, entra em contacto pelo 968 629 503, para vermos como podemos trabalhar juntos para construires uma vida melhor. Podes ligar, ou enviar uma mensagem com a tua disponibilidade, que eu ligo-te de volta.

No entretanto e como tu estás mesmo interessado em ter um estilo de vida melhor, tenho dois convites (e uma oferta especial!) para te fazer:

1. Vem experimentar uma aula de Yoga

É a forma mais fácil de baixares o stress instantaneamente. O feedback que tenho dos alunos é que saem com os pés nas nuvens e que a prática a longo prazo fez uma grande diferença na sua qualidade de vida.

Eu dou aulas, às 2ª e 4ª, na zona da estação, em Leiria. Tenho uma turma em que a aula é mais suave às 18:00 e outra em que vais suar um bocado às 19:30. Ambas são dadas num turma pequena (nunca mais do que 8 pessoas), o que me permite adequar a aula tanto para quem já tem prática como para quem vem pela a primeira vez.

Como sei que o tipo de Yoga é uma escolha muito pessoal, a primeira aula é gratuita :). Se estás curioso, ou tens vontade de voltar a praticar, fala comigo para marcarmos o dia em que vens fazer a aula. Basta mandares mensagem ou ligares para o 968 629 503.

2. Experimenta uma sessão terapêutica

Há casos em que é preciso fazer mesmo trabalho individual. Para isto, recomendo que venhas a uma sessão terapêutica. Eu trabalho principalmente com duas terapias:

  • Reiki: Uma terapia energética, excelente para levar ao relaxamento do corpo, e para reduzir sintomas de stress e ansiedade
  • Tarot: Eu abordo o tarot enquanto ferramenta de auto-conhecimento. E os resultados têm sido, uma e outra vez, que as pessoas levam as respostas que precisam para encontrar o seu caminho e para fazerem as escolhas que as levam a uma vida melhor.

Em casos específicos, também faço limpezas energéticas, ou mentoria.

Tens mais informações sobre as minhas terapias aqui. Se quiseres saber mais ou marcar uma sessão, liga-me ou envia-me uma mensagem para o 968 629 503.

Oferta especial!

É claro que uma pagina de vendas não estava pronta sem uma oferta especial, não é? Fazemos assim, como eu quero mesmo que tenhas resultados, e para isso é preciso um trabalho a longo prazo dou-te um bónus se fizeres uma marcação até 1 de Agosto.
Com a tua a primeira terapia ou mensalidade de Yoga, e eu ofereço-te a segunda. Podes para usa-la, ou oferecer a alguém de quem gostes. O que te parece? Por isso, (e se estás curioso, sim, eu sinto-me um clichê ambulante a escrever estas coisas), não deixes esta oportunidade passar! Entra em contacto hoje para o 968 629 503, para criares um vida melhor.

Naturalmente sem stress

Hoje em dia, o burnout, a ansiedade, a depressão, o stress são cada vez mais falados. Entre as contas a apertar, a falta de esperança para o futuro, a perda das ligações sociais e tantas outras razões, o stress é cada vez mais parte do nosso dia a dia. Mas não tem que ser.

O estado natural do teu corpo é relaxado e a aproveitar a vida. Foi para te ajudar a recuperar esse estado dentro de ti que escrevi este livro.

Nele, tens o que aprendi de mais importante a minha prática enquanto professor de Yoga, formação em Psicologia e no trabalho que tenho feito de conexão à natureza. Esse conhecimento foi destilado para te dar uma melhor compreensão do stress e das técnicas que podes usar para o gerir.

E sim, o livro é gratuito. Tens acesso ao conteúdo todo, à teoria, aos exercícios, a fazer-me perguntas, às imagens bonitas, tudo.

Em troca, fico com o teu e-mail, e vou passar a avisar-te quando fizer algum evento, ou se criar mais algum material que me pareça ser do teu interesse. Não é mau negócio pois não? E de qualquer forma, podes cancelar a subscrição desses avisos a qualquer momento. Queria só que as coisas fossem claras desde o início 🙂

3 Perguntas para descobrires o teu caminho espiritual

Entre posts no insta com sabedoria em dose de quadradinhos, retiros de fim de semana com as chaves da iluminação e posts no facebook que acham que te vão ensinar qualquer coisa, estamos na era mais confusa de sempre no que a espiritualidade diz respeito.

Ao mesmo tempo, estamos numa época abençoada no toca a informação espiritual. Tens na ponta dos dedos o acesso a milhares de anos de sabedoria, a linhagens antigas e escritos dos mestres. Por isso é importante perceber como separar o trigo do joio, as canalizações das alucinações e a sabedoria autêntica dos autênticos clichês.

As três perguntas que vou partilhar contigo vêm de uma linhagem Tântrica (os tipos que inventaram os chakras, kundalinis e afins), mas aplicam-se a todos os caminhos espirituais. Elas são:

  • Qual é a visão?
  • Qual é o objetivo?
  • Qual é o método?

A visão é a forma como essa linhagem vê o mundo, o ser humano, e a vida. Desta visão nasce um objetivo: aquilo que é suposto fazermos. E daí nasce um método, que é a forma de chegar ao objetivo. Vamos trocar isto por miúdos, usando o exemplo do Catolicismo:


Visão:

  • Deus – omi-tudo e mais alguma coisa, criador separado da criação apesar de estar presente nela.
  • Ser humano – criado à sua imagem e semelhança, mas ao mesmo tempo impuro e portador do pecado original
  • O mundo – um local cheio de tentações e pecados. Mas ao mesmo tempo obra do criador e por isso fixe
  • A vida – uma espécie de teste para ver se vais para o céu.

Objetivo:

Ir para o céu depois de morrer

Método

Seguir os 10 mandamentos

Ir à missa e receber os sacramentos

Acreditar em Deus e na palavra do Sr. Padre.


Fácil não é? E estas perguntas podem ser feitas a um qualquer sistema espiritual. Quando te respondem a elas ficas com uma visão clara daquilo em que te estás a meter quando decides ir a um retiro, ou ouvir a palestra de algum mestre, e se essa via está ou não adequada à tua busca.

E também as podes aplicar a ti mesmo. Qual é a tua visão de Deus, do ser humano, do mundo e da vida? Qual é o teu objetivo a nível espiritual? E qual o método que estás a seguir? Ter uma resposta interna a estas perguntas, mesmo que seja “não sei”, é fundamental para poderes escolher qual o caminho que queres seguir.

Se vês a existência como uma ilusão, o que é que vais fazer a um retiro de Xamanismo, onde a Natureza é o sagrado? E na linha oposta, se para ti é na Natureza que está o sagrado, faz algum sentido fechares os olhos e retirares-te do mundo para meditares?

Estas três perguntas são a base de um caminho espiritual que te leva a algum lado. Sem clareza nas tuas respostas (ou nas dos teus professores), é fácil que em vez de uma viagem espiritual te ponhas numa viagem pela maionese, que não te leve a lado nenhum.

Questiona-te, e boa busca!